Chamuscam-se, raspam-se
e lavam-se muito bem os pezinhos.
Introduzem-se numa panela largamente cobertos de água.
A esta água juntam-se as cebolas com os cravinhos espetados e sal.
Deixam-se os pezinhos cozer, o que pode levar três ou quatro horas (podem ser cozidos na
panela de pressão).
Depois de cozidos e frios, retiram-se os ossos.
Pisam-se os alhos e cortam-se (migam-se) à faca os coentros.
Juntam-se e levam-se ao lume com o azeite.
Assim que os alhos começarem a alourar, introduz-se a carne que se deixa também alourar
um pouco.
Rega-se com o vinagre, e deixa-se ferver e junta-se a farinha dissolvida num pouco de
água fria.
Junta-se ainda caldo de cozer os pezinhos em quantidade suficiente para se obter um bom
molho espesso e bem verde.
Rectifica-se o sal e, quando a farinha deixar de saber a crú, estão os pezinhos prontos.
Comem-se muito quentes.
*Para comer em sopa, não se retiram os ossos dos pezinhos, o caldo é mais abundante e,
quando este estiver a ferver, juntam-se-lhe dois ou três ovos ligeiramente batidos.
Os ovos apresentam um aspecto esfarrapado.
pezinhos de coentrada, uma das mais emblemáticas Especialidades
da Cozinha Alentejana, constituem a refeição do Domingo Gordo.
Quando servidos secos, são precedidos de uma sopa leve (Caldo
Verde por exemplo); no entanto, quando fazem as vezes de sopa,
são evidentemente comidos sobre sopas de pão Alentejano.
Seguem-se como sobremesa as Filhoses, os Pastéis de Grão, etc.
Os pezinhos de coentrada alternam no Carnaval com os Miolos
com Carne de Porco frita.
Este prato constitui geralmente o almoço de Terça-Feira Gorda.
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