Em terra de pastagem, o queijo é rei. Feito à mão, de geração em geração, com leite de ovelha, cabra ou vaca — o nosso queijo é um dos mais ricos e variados do mundo.
"É o queijo que faz o queijeiro, e não o contrário — e o segredo vai passando de mão em mão." — Tradição queijeira portuguesa
Portugal não se pode gabar de pastagens extensas para gado graúdo. Mas nas serras e nos campos mais áridos, cabras e ovelhas são rainhas — e é desse leite rico e aromático que nascem alguns dos melhores queijos do mundo.
Os Açores são a excepção que confirma a regra. Em São Jorge e nas outras ilhas abençoadas, a vaca leiteira impera, produzindo o Queijo de São Jorge — firme, curado e inconfundível, com a marca atlântica do terroir vulcânico.
Fazer queijo é uma arte transmitida de geração em geração. A consistência da pasta, o paladar, o grau de gordura — tudo varia de região para região, reflectindo o solo, o pasto, o clima e o saber acumulado ao longo de séculos. Para preservar esse saber e garantir a origem, foram criadas as Denominações de Origem Protegida (DOP) — actualmente onze em Portugal — e as Indicações Geográficas (IG).
Ao contrário do que se pensa, um queijo DOP não é apenas um rótulo — é uma garantia de que o produto foi feito na região, com o leite certo e segundo as regras tradicionais. É o passaporte de identidade de um produto insubstituível.